Quem sou eu, afinal?


Letra de José Orlando Schäfer e a música em parceria com Rafael de Oliveira Rodrigues

Quem sou eu, afinal? Ah, que dilema crucial
Parte de mim é “natura”. A outra a mais pura “cultura”
Numa parte sou guerra, em luta visceral.
Noutra parte sou paz e amor, a essência da própria candura.
São duas partes em mim, isso eu não posso evitar
Uma me leva à loucura, de no escuro até mergulhar
A outra me leva às alturas e dá sentido ao amar
São duas partes em mim, delas me cabe cuidar
Veja amigo, é bem assim, a mão que afaga, pode lançar o punhal.
O Homem tem poder sem fim, fazer a escolha entre o bem e o mal!

Saber quem eu sou é vital, me faz manter a ternura
Ter compreensão mais segura, seja do outro, seja de mim
Se somos todos, enfim, loucura e, ao mesmo tempo, candura
A “Humanidade” em todos emerge, precisamente, assim.